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Pesquisa traz alternativa natural para tratamento de efluentes na galvanoplastia

Estudos começaram a partir da preocupação com o meio ambiente.

 

A preocupação com o ambiente levou a mestre em Engenharia de Materiais, Fernanda Abreu dos Santos, a desenvolver uma pesquisa voltada para a área de galvanoplastia com resultados empolgantes. No estudo realizado no Lapa (Laboratório de Processos Ambientais), do curso de Engenharia Química da PUCRS (Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Fernanda testou o emprego de escamas da pinha da araucária, de cascas do eucalipto e da pinha do pinus na remoção de cromo VI, cromo III, ferro e níquel, em efluentes líquidos, do processo de cromagem nas indústrias metalúrgicas.

 

Iniciada em 2006, a dissertação Tratamento de efluente de galvanoplastia por meio da biossorção de cromo e ferro com escamas da pinha da Araucária angustifólia mostrou que, com apenas 17 g de escama para cada litro de efluente, foi possível atender o limite ambiental para o cromo total. Para o cromo VI, substância cancerígena, a proporção de 3 g/l foi o suficiente para reduzir sua presença no efluente líquido de 30 mg para 0,1 mg.

 

O cromo foi o metal que apresentou melhores resultados e será a fonte de pesquisa no futuro. O ferro e o níquel também apresentaram percentual alto de redução, podendo atingir o limite ambiental. O estudo interessou à Mundial S. A., que forneceu seu efluente industrial para os testes. Segundo a empresa, uma vez avaliada a viabilidade do processo em escala real e estudado o manejo desses resíduos de forma a facilitar a coleta, para processamento e distribuição na indústria, o resíduo de pinhão poderia se tornar uma alternativa viável para tratar os despejos de uma maneira mais sustentável.

 

A pesquisa foi patenteada pelo ETT (Escritório de Transferência de Tecnologia) da PUCRS no final de 2008, comprovando sua característica inovadora. Fernanda dá continuidade ao estudo no doutorado e seu objetivo é recuperar os metais absorvidos pelos resíduos de pinus, eucalipto e araucária. Os resultados estão previstos para 2013.

 

Fonte: Agência Hélica